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Radar   Podcasting   


Na disputa pelo conteúdo exclusivo, segundo noticiado na Bloomberg na última semana, a Apple vai investir na produção de podcasts exclusivos para o seu aplicativo. Este movimento acompanha o upgrade recente no Apple Podcasts, após anos sem atualizações significativas no app.

A Apple há muito tempo domina o espaço de podcasting nos EUA com uma forte integração de podcasts no iTunes, dando aos usuários do iPod e depois do iPhone fácil acesso a programas para download.

Recentemente, a companhia começou a separar os podcasts dos outros tipos de mídia. O Apple Podcasts entrou em foco enquanto, em maio último, foram anunciados planos para descontinuar o iTunes.

O conteúdo exclusivo tem sido parte importante da estratégia dos grandes players para competir no mercado de podcasting. Além da Apple, apresentamos, a seguir, outros exemplos:

  • O Spotify tem diversos programas exclusivos, incluindo o do casal Obama, recentemente anunciado.
  • O Google Podcasts tem programas “incubadores” de novos podcasts que financiam o treinamento de produtores (agora em junho, o podcast brasileiro “37 graus” foi um dos seis selecionados para participar da segunda rodada de treinamento do projeto).
  • A BBC retirou seus podcasts das plataformas Google em março deste ano. A razão apontada para isto foi a disputa pelo tráfego – o Google estaria direcionando as buscas pelos podcasts da BBC para a sua própria plataforma de podcasts em detrimento da plataforma da própria BBC (BBC Sounds).
  • Em março último, a startup Luminary anunciou um serviço de podcasts por assinatura (US$ 7,99 por mês) baseado em shows exclusivos. O lineup inicial terá mais de 40 novos podcasts, originais, produzidos por grandes nomes da mídia. Além destes, foram feitos também alguns acordos com produtores de podcasts já existentes para que migrem para a plataforma e operem, também, de forma exclusiva.

Fonte: Variety / Podnews / The Verge

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