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Segundo Mark Mulligan, analista da indústria da música e diretor de pesquisa da Forrester Research, o streaming de música está próximo de entrar em sua fase de maturidade. Em um post no Music Industry Blog, ele sistematizou a evolução desta indústria e dividiu o processo em três fases, caracterizando de forma estruturada cada uma delas. Esta visão simples e objetiva, que vale registrar e compartilhar, pode ser resumida como segue.

Fase 1: Entrada no mercado (2008-2012)

O streaming era consumido em grande parte no desktop. Apenas uma minoria pagava pelo serviço e era formada por aficcionados por música conhecedores de tecnologia. Os usuários tinham perfil jovem e masculino. Eram interessados em descobrir músicas, investindo tempo para procurar novidades. Artistas independentes e músicas antigas de catálogo tinham maior apelo nesta época. O crescimento do faturamento com streaming crescia, porém, não compensava a queda do faturamento com os formatos tradicionais. Usuários que gastavam US$ 40 por mÊs passavam a pagar US$ 9,99.

Fase 2: Expansão (2013-2018)

Esta é a fase atual. Estamos no ponto de inflexão da curva “s”, onde um maior número de usuários está adotando o streaming. O crescimento rápido de assinantes e do faturamento deve continuar em 2017 e parte em de 2018. O perfil dos usuários está mudando para equilíbrio de gêneros e faixa etária 25-35 anos. O consumo é realizado através dos smartphones quando e onde o usuário quiser. Curadoria e playlists se tornaram mais importantes para ajudar os usuários do público em geral – fãs de música, mas não tão obsessivos como os da fase 1. O novo público, pagando US$ 9,99 por mês pela música, é o responsável pelo aumento do faturamento da indústria.

Fase 3: Maturidade (2018+)

Como em todas as tendências de tecnologia, as fases se sobrepõem e algumas características já podem ser notadas hoje em dia. Com a saturação da faixa 25-35 anos dos super fãs de música em alguns mercados, a próxima etapa de expansão sustentada pelo público fora da faixa 25-35 anos, tanto para baixo quanto para cima. Tecnologias de carro conectado como os novos sistemas de infotainment e tecnologias de uso em residências, como as caixas acústicas inteligentes Echo da Amazon, serão elementos chave para atrair este público mais ampliado. O consumo de programação contínua (“lean back experience”) se tornará ainda mais importante e tecnologias de interação por voz e inteligência artificial (personalizando segundo o contexto de momento, lugar e hábitos pessoais) serão a base para isto.

 

As três eras do negócio de streaming de música

 

Fonte: Music Industry Blog

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