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Os dados são do mercado americano e a realidade brasileira pode ser bastante diferente, mas vale como indicador de tendência. O Bureau of Labor Statistics (BLS) divulgou os números do emprego de janeiro-2001 a setembro-2016 de alguns segmentos da mídia tradicional e da internet nos EUA.

O número de empregos em jornais, revistas, tv e rádio vem caindo ao longo do tempo. Jornais e revistas mais aceleradamente, tv e rádio mais lentamente. Enquanto isto, o nível de empregos na área de internet vem crescendo rapidamente e já ultrapassou todas as mídias tradicionais.

A queda nos números do rádio pode ser explicada por alguns fatores. Além da mudança nos hábitos de consumo, a consolidação das empresas de rádio nos EUA e ganhos de eficiência com tecnologia contribuíram para a queda no nível de emprego. A queda mais acelerada entre 2008 e 2009, que afetou todas as mídias, foi decorrente do período de recessão por lá. O nível de empregos na TV até cresceu um pouco depois deste período, mas o rádio, jornais e revistas mudaram definitivamente de patamar.

O BLS não detalhou como o número de empregos em internet foi efetivamente composto. Há um período inicial em que foram consideradas as vagas em empresas de “internet publishing e broadcasting”. Depois, a partir de novembro-2016, o número passou a ser composto a partir de empresas de “internet publishing and web search portals”.

Não ficou claro de que forma os serviços de streaming contribuem para o nível de empregos no segmento de internet mas, certamente, há oportunidades para os profissionais de rádio no online.

 

Nível de emprego em segmentos da mídia nos EUA

 

Fonte: Inside Radio / US Bureau of Labor Statistics

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