Radar


Um pesquisa realizada nos EUA e Canadá, envolvendo cerca de 50 mil ouvintes das bases de contatos de 519 emissoras, mostrou as principais razões apontadas por eles para se ouvir rádio.

Nas primeiras posições, estão as razões bem conhecidas dos profissionais da área: o carisma dos comunicadores, a programação e a conexão emocional com a rádio que é, dentre outras coisas, companheira.

Entretanto, a razão mais mencionada (71%) foi a facilidade para se ouvir no carro. Esta facilidade, de fato, traz audiência e se manifesta ainda em outro dado da pesquisa: o receptor AM/FM dos carros é o responsável por cerca de 43% do tempo que o ouvinte está escutando a emissora. O restante, se divide entre o receptor AM/FM tradicional de mesa (22%) e os meios digitais (31%).

A pesquisa também investigou, dentre os entrevistados que disseram estar ouvindo menos rádio que no ano anterior, as razões que levaram à esta diminuição de audiência. Não por acaso, o aumento das opções de consumo de conteúdo de áudio nos carros foi o motivo mais mencionado (41%). Em seguida, vêm algumas razões conhecidas como o excesso de comerciais (37%) e a repetição de músicas (34%) que acabam reforçando a migração dos ouvintes para serviços de streaming e/ou rádio por satélite SiriusXM.

Ou seja, todos as razões para ouvir ou não ouvir rádio são importantes, mas o carro representa, certamente, o item que merece maior atenção.

Por ser feita com ouvintes cadastrados nas emissoras participantes, a pesquisa não representa o total da população, porém, ainda assim, os dados são bons indicadores de comportamento e tendências.

 

 

 

Fonte: Techsurvey 2019 / Jacobs Media

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