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No final de março, a Associação de Emissoras Comerciais do Japão (JBA) pediu ao governo que autorize o fim da operação em AM até 2028. O processo começaria por algumas regiões do país, de forma experimental, já em 2023. Na justificativa, o alto custo de operação e a queda das receitas.

Se aprovada a medida, as emissoras continuariam a transmitir a programação em FM, o que muitas já fazem em setores periféricos da área de cobertura da AM. Ou seja, o Japão está propondo um processo de migração AM-FM tal qual ocorre no Brasil.

Também está sendo proposta uma ampliação da faixa do serviço de FM, aproveitando o espectro dos canais de TV analógicos desligados. A faixa atual, que vai de 76 a 90 MHz, se estenderia até 95 MHz, no que eles estão chamando de “Wide FM”.

Na verdade, já existem algumas emissoras operando nesta nova faixa. Quando houve o switch off da TV analógica em 2011, canais de FM dentro desta faixa de frequências foram distribuídos para estações AM para transmissão de informações sobre desastres e programas para pessoas com deficiência auditiva. Então, em 2014, algumas estações começaram a programar regularmente esses novos canais. Hoje, mais da metade das 47 empresas de rádio AM japonesas já transmitem sua programação também em FM.

Há previsão de manutenção de algumas estações de AM que teriam por objetivo cobrir grandes áreas do país.

Na foto que ilustra este post, o rádio portátil Sony ICF-B09 D com “Wide FM” & AM que, diga-se de passagem, serviria também para o mercado brasileiro.

Fonte: The Mainichi

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